quinta-feira, 1 de novembro de 2012

CIVILIZAÇÕES ANTIGAS : SUMERIA


Os Sumerianos foram um povo asiático, um dos primeiros habitantes da Mesopotâmia, sua origem continua objeto de controvérsias. A opinião mais aceita faz os sumerianos procederem da Ásia central. O seu idioma, ainda mal conhecido, é do tipo aglutinante, incluído no grupo asiânico. Sua presença é atestada desde o 4º milênio, na Baixa Mesopotâmia, região a que chegaram gradualmente, em pequenas vagas migratórias. Quatro manifestações importantes assinalam a civilização sumeriana: o desenvolvimento da glíptica (arte de gravar em pedras preciosas), o desenvolvimento da escultura, o aparecimento da escrita e o desenvolvimento da Astrologia.
Os sumerianos constituíram uma civilização original, tendo por base pequenas comunidades urbanas, governadas por assembléias presididas por anciãos. Posteriormente, essas assembléias foram paulatinamente perdendo importância e o poder passou a concentrar-se nas mãos de uma só pessoa, a qual os sumerianos chamavam de ensi, lugal, patesi. Qualquer que seja o significado dessas palavras, de modo geral elas procuram transmitir a idéia de poder aristocrático e sacerdotal. O caráter teocrático da civilização sumeriana parece evidente, dada a importância dos templos, aos quais pertencia a maior parte das terras; no entanto, não eram os únicos possuidores da fortuna, perdendo para os palácios reais.
A expansão sumeriana foi bruscamente contida no século XXIV a.C. pelas invasões de grupos semitas. O mais importante desses grupos foi o dos acadianos que assimilaram a cultura sumeriana, fundando um pequeno mas notável Estado, a chamada "monarquia de Agadê". A contribuição dos sumerianos foi sobretudo notável no domínio literário, consubstanciada em milhares de tabletes de argila com textos em cuneiforme abrangendo uma produção variada e atraente nos diversos planos culturais. Um de seus traços mais originais reside no anonimato de seus autores. Nenhum nome ali aparece, o mesmo acontecendo na produção artística. Um importante orientalista salienta que, na Suméria, o "artista é antes um artífice", sem nenhuma preocupação em perpetuar o seus nome na obra que produziu. A exemplo do ocorria na maioria das civilizações orientais da Antiguidade, a arte sumeriana é uma arte de encomenda, gratuita ou remunerada, e sem qualquer pretensão a inovar ou ser original.
Mais de 90% dos textos sumerianos representam matéria econômica: contratos, balanços financeiros, listas de objetos. Alguns registram matéria jurídica, na verdade um pequeno número de dispositivos e soluções para casos particulares e isolados. Desses documentos, o mais famoso - e provavelmente o mais antigo conhecido - é o Código de Ur-Namu (2050 a.C.). Os sumerianos construíram cultura própria e criativa. Suas obras literárias, artísticas e jurídicas constituíram, sob muitos aspectos, as bases de todas as formações sociais do Oriente Próximo antigo, em particular da Ásia central.



Suméria

2550 a.C.Blank.png 
Localização de Suméria



Suméria (na BíbliaSinaregípcio Sangarki-en-gir na língua nativa), geralmente considerada a civilização mais antiga da humanidade, localizava-se na parte sul da Mesopotâmia (apesar disto os proto-sumérios surgiram no Norte da Mesopotamia, no atual Curdistão, tal como não eram originalmente semitas, mas sim invadidos por eles via sul proto-árabe), apropriadamente posicionada em terrenos conhecidos por sua fertilidade, entre os rios Tigre e Eufrates. Evidências arqueológicas datam o início da civilização suméria em meados do quarto milénio a.C. Entre 3500 e 3000 a.C. houve um florescimento cultural, e a Suméria exerceu influência sobre as áreas circunvizinhas, culminando na dinastia de Ágade, fundada em aproximadamente 2340 a.C. por Sargão I, sendo que este, ao que tudo indica, seria de etnia e língua semitas. Depois de 2000 a.C. a Suméria entrou em declínio, sendo absorvida pela Babilônia e pela Assíria.
Três importantes criações atribuídas aos sumérios são a escrita cuneiforme, que provavelmente antecede todas as outras formas de escrita, tendo sido originalmente usada por volta de 3500 a.C.; as cidades-estado - a mais conhecida delas sendo, provavelmente, a cidade de Ur, construída por Ur-Nammu, o fundador da terceira dinastia Ur, por volta de 2000 a.C.





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